05 outubro 2015

Resenha - Primeiro e Único

  "Diante de vários fatos que ocorrem em sua vida, Shea resolve então arriscar e trilhar um novo caminho. Sair do habitual nem sempre é fácil, mas algumas mudanças são necessárias."

Título Original: The One & Only
Título Nacional: Primeiro e Único
Autora: Emily Giffin
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance, Drama
Número de Páginas: 448
Ano de Lançamento: 2015
Sinopse: "Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amiga, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos. Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos."

  Nessa vida é muito importante ter amigos e não ser uma pessoa solitária. Shea entende muito bem isso e compartilha uma linda amizade com Lucy Carr, algo que cresceu com elas desde pequenas, já que seus pais também são amigos. Lucy percebe a força dessa amizade ao perder a mãe que estava com câncer. A morte de sua mãe a deixou muito triste e o treinador Carr, seu pai, mais ainda. Agora sem a matriarca da família é necessário seguir em frente e mudar. Seguindo o mesmo pensamento sobre reinventar e se renovar, Shea começa então uma mudança que a exige sair da zona de conforto e procurar respirar novos ares, além de se arriscar a viver novas emoções.

  A narrativa se dá em primeira pessoa e é leve, de fácil entendimento e torna o texto gostoso de ler, na verdade ler não, devorar, já que ele se torna viciante, pois ao começar você não consegue parar mais. Narrado por Shea este é um daqueles livros que quando te conquista, você só consegue parar nos agradecimentos. Além disso a trama trás um pouco sobre a história do futebol americano, algo que me chamou muita atenção, por ser um esporte pouco cultuado no Brasil e ter uma trajetória fascinante.



  Shea é uma garota diferente das demais Texanas, pois é apaixonada por futebol americano, mais apaixonada que sua melhor amiga Lucy Carr, filha do treinador do maior time da faculdade do Texas.
Ela é divertida, inteligente, bem apessoada e ao decorrer da historia vai mudando e se divertindo com essas mudanças, saindo da sua zona de conforto e buscando novos caminhos para trilhar, mas sem deixar pra trás seu amor pelo futebol e suas raízes. Ela explora novos horizontes e a personagem criada pela autora te faz se sentir como uma parte da história, ou melhor te faz sentir como uma verdadeira amiga. Além de tudo, para quem tem o jornalismo, principalmente o esportivo, como opção de carreira a personagem é um exemplo a ser seguido.

“ E eu acho que você gosta mais de futebol americano do que de sexo (...)”

  Lucy Carr a melhor amiga e quase irmã de Shea é o seu oposto. Apesar de seu pai ser o treinador, ela apenas suporta o futebol. Era muito ligada a mãe e quando a mesma morreu Lucy sofreu muito. Ao decorrer da história e com a ajuda de Shea e outras pessoas relacionadas a sua família, ela acaba superando o ocorrido. A personagem em questão é uma mulher fina e elegante, além de ser um pouco rígida, mas tem um dom incrível para amar e isso a torna uma verdadeira dama.



  Sem mais delongas, a história se desenvolve de uma maneira bem fluida, e como eu já havia citado antes, ela te envolve cada vez mais e te faz só querer largar o livro quando já não existem mais palavras a serem lidas. As partes de romance são leves e com um toque de humor. Apesar do livro ser iniciado com um fato dramático, não é algo que te deixe na ‘bad’ e que transforme o enredo em algo trágico.

  Particularmente essa foi uma leitura incrível, certas partes me fizeram gargalhar, assim como outras me deixaram tristes e até mesmo com raiva. Algumas partes me fizeram vibrar e torcer pelos personagens, assim como pelo time treinado por Carr, pai de Lucy. O final é maravilhoso e não deixou a desejar, o livro te satisfaz e ainda te deixa encantada com a escrita da autora. Se pudesse conversar com Emily Giffin a parabenizaria por essa obra fantástica.

  Não me resta outra opção a não ser 5 merecidas estrelas para Primeiro e Único, que me fez rir e chorar, e que no fim conseguiu deixar uma mensagem bem interessante para os leitores, sair da zona de conforto pode parecer uma tarefa bem díficil, mas é algo necessário para que possamos viver em plana harmônia com nós mesmo e aproveitar o melhor da vida.

“Mais importante do que ganhar ou perder é saber a hora certa de jogar”

 


Um comentário:

  1. Olá, Carlos, gostei muito da resenha. Eu li da autora "Ame o que é seu" e "Laços inseparáveis", livros que achei incríveis. De fato, ela tem uma ótima desenvoltura literária, impossível de largar. Esse talento somado ao enredo descrito, só pode resultar mesmo num livro 5 estrelas!

    Resenhei recentemente "Persuasão", de Jane Austen, um livro fascinante sobre o que o tempo faz com os sentimentos do passado. Convido-o a conferir em http://spaziodilibri.blogspot.com.br/2015/10/persuasao.html

    Abraços,
    Fernanda
    (Spazio di Libri)

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